sexta-feira, 3 de julho de 2009

Ricos e Pobres - Paradigma

Este é um daqueles temas que até o mais comum dos mortais tem opinião formada, pelas mais variadas razões, mas acima de tudo pela confusão que causa. A economia nasceu e vive como uma ciência de escassez pois compreendeu desde o principio que os recursos eram limitados (como tudo na vida, inclusive o universo, como foi evidenciado por Einstein e comprovado mais tarde pelos mais variados fisicos) mas que as necessidades eram ilimitadas. Ora, os anos de existência e crescimento da economia mostraram que essas necessidades não eram assim tão ilimitadas e os recursos não eram tão limitados quanto isso. Foi Tobin (1971), um famoso economista laureado com o prémio nobel (1981), que simplesmente provou que se fosse imposta uma taxa (entre 0,25% e 1%) a todas as transações financeiras entre os paises desenvolvidos, a riqueza gerada a partir daí daria para diminuir e quem sabe acabar com as desigualdades e pobreza no mundo. Ora, Tobin apenas foi um dos expoentes máximos de prosecução do objectivo fundamental da economia, precedido e procedido por tantos outros economistas.
O paradigma assenta então no seguinte: um economista segue o ideal essencial da economia, o de alocar os recursos às necessidades da maneira mais justa possivel contribuindo para a igualdade de todos os seres humanos mas, ao mesmo tempo, este problema continua a ser o principal motivo que continua a dar uma razão aos economistas para existir. Logo, será que realmente se pretende acabar com este problema?!

Como dizia John Galbraith: “A economia é extremamente útil como forma de emprego para os economistas”

Um comentário:

  1. A meu ver a conclusão é muito clara, mesmo. Economistas existirão enquanto a economia (etimologicamente, a ciência de administrar o próximo (a casa)) depender do padrão dinheiro. Porém, há e houve comunidades e sociedades que não tiveram economistas como hoje nós entendemos. A sua economia era de subsistência, e a sua subsistência era mais ou menos cómoda, mas não conducente ao lucro, não suicida.

    ResponderExcluir