terça-feira, 30 de junho de 2009

O que é Economia?

Tudo! Pode parecer um pouco exagerada esta afirmação, mas tem os seus fundamentos. Tomando um exemplo simples, que efectuamos todos os dias (presumo). Por exemplo, a relação entre 2 pessoas, sejam namorados ou simples amigos é economia. Duas pessoas interagem para conseguir alguma coisa, por mais nobre que esse desejo possa ser. A amizade é como um bem, como uns ténis, como um livro, um cd, uma televisão, uma casa. Eu estou triste, necessito de atenção, de alguém para desabafar e quem sabe para me ajudar. Tenho um amigo que me irá ouvir, aconselhar e quem sabe ajudar. Não estará ele a fornecer um bem? Está pois! Como pagarei esse bem? Com reciprocidade, ou seja, sendo amigo quando também ele precisar. Se não for, então ele poderá deixar de ser meu amigo, logo perco um bem porque simplesmente não o paguei.

Logo, não há almoços grátis…

Até num exemplo tão simples como este se encontra economia… Digam lá, não é uma ciência maravilhosa?

sábado, 27 de junho de 2009

Crise explicada num minuto

Desde há muito tempo que Portugal vive em crise, que diferença faz o mundo estar a atravessar uma? Cada vez temos menos dinheiro nos bolsos e quando temos, parece que nem aquece. É claro que a população dramatiza exponencialmente as consequências, auxiliados por uma comunicação social que ganha a vida lançando o caos na chafarica que é este pais. Acima de tudo, a crise economica que vivemos hoje em dia é principalmente fruto de uma crise de expectativas, ampliadas por diversos factores que, apoiados na baixa auto -estima da população faz a crise emergir mais depressa e ter porventura resultados mais perversos.
Mas desenganem-se… esta crise não é fruto somente de expectativas mal doseadas e nem se assemelha à apariçao dos espiritos. Não faço questao de gastar o meu tempo e o do leitor falando mais uma vez dos trâmites financeiros da crise, explicando as suas implicações e o seu desenvolvimento, batendo no tema do Subprime, dos derivados e de todos esses conceitos que de tanto se falar se tornam abstractos! Por essa razão, para quem não tem paciência para ler artigos de uma escrita pesada e com termos demasiado economicistas fica aqui uma explicação para a crise em 1 minuto.
O nascimento, a maturidade e o declinio da situação que deu origem aos factos observados hoje em dia podem ser descritos da seguinte forma. Vamos supor que tenho um amigo (João) que gosta muito de uns ténis mas não tem dinheiro. Eu por acaso como já tenho rendimentos próprios digo-lhe para ele comprar os ténis que eu lhe empresto o dinheiro, apesar de os ténis custarem um balúrdio! (150€) Eu empresto-lhe o dinheiro e ele assina um papel como se compromete a pagar-me o empréstimo em prestações periódicas. Eu por acaso como sou um tipo algo ganancioso, penso para com os meus botões: “vejamos, vou reaver o meu dinheiro e o meu amigo até se comprometeu a pagar juros para compensar o tempo que eu fico sem o meu dinheiro. Mas podia ganhar mais dinheiro. Agora como?”. No dia seguinte acordo bem disposto e levo o comprovativo que o meu amigo me passou a um outro amigo (Zé) meu e digo-lhe: ”olha, tenho aqui este comprovativo de uma divida para comigo, o individuo é de muita confiança, por isso para ganhares dinheiro vendo-te isto por 170€”. Eu fico com o rendimento que demoraria algum tempo a ganhar e o Zé fica com um titulo da divida. Como o Zé também não quer esperar muito tempo pelo reaver do dinheiro leva o titulo ao tio e diz: “Olha, tenho aqui um produto muito bom! Um titulo estruturado que irá garantir muito dinheiro. Que me dizes criar uma conta a que chamaremos fundo de investimento para colocar isto. Vendo-te por 180€”". O tio aceita para de seguida comprar um carro novo com este titulo por 10 000€. O vendedor de carros usa este titulo para comprar um novo stand por 100 000€ e este ciclo perdurará...

Problema da questão: A divida no inicio era de 150€. Passado pouco tempo já era um titulo que valia 100 000€!

Resultado: Este ciclo assemelha-se a uma serpente de dominó.. cai uma peça e caem todas as outras atrás... cai a primeira para a frente e o resultado é o mesmo.

Corolário: A maioria de nós somos Joões o grande problema é o tio do Zé.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Maximização do Lucro??

Vamos lá falar mais um pouco de economia, com um pouco de comédia à mistura! Um tema que lança sempre um pouco de confusão à maioria das pessoas é o conceito de maximização do lucro. Aquelas funções de utilidade, feitas através de derivadas parciais, com uma formulas de receitas e custos que dependem do sistema concorrencial vigorante. Esquecendo todo este discurso economicista, vamos lá explicar isto observando um caso real.No senso comum, muito se brinca com o facto de a prostituição ser a profissão mais antiga, mas ora, esquecendo esses tramites e brincadeiras de uma profissão nobre, estas senhoras destacam-se, além das suas técnicas, por serem as maiores maximizadoras de lucro de toda a economia. Passando à explicação.Um homem, se for às prostitutas e pagar o tal serviço com preservativo, vai pagar o preço normal X + 1/3X. Se não quiser, pagará X + 1/2X. Ora, sabendo que as DST afectam um em cada 300 homens, a escolha é simples. Mas o que fica saliente é que a maioria dos homens tem uma propensão ao risco, nestes casos, superior a qualquer outra situação. Então o que se conclui é que estas senhoras fazem a melhor relaçao risco-rendibilidade. Ou seja, têm um valor a ser pago pelo serviço, e o aumento do risco é remunerado (passando de 1/3 para 1/2 ). Logo, compreende-se agora o conceito de maximização. Ou seja, o objectivo é nunca sair a perder em qualquer situação e adaptar-se sempre!

Teoria do Caos III

Então que lição tirar disto? Achamos muitas vezes que a vida é injusta conosco, que as situaçãos por vezes são completamente aleatórias e o destino gosta de nos pregar partidas, desafiando os nossos méritos como Sofocles em Edipo Rei. Ora, o destino não nos prega qualquer partida, somos nós que ao modificarmos a condiçao inicial causamos uma modificação que lança o CAOS. No caso do Japão e dos EUA, se calhar o Japão fica numa má situação porque fez uma festa no nariz dos EUA, ele espirrou e o Japão ficou doente. Aqui é a mesma coisa, tocamos na onça com vara curta, ou seja, causamos uma modificação na rapariga e depois andamos para aqui a queixarmo-nos. Isto uma relação, como em tudo na nossa vida, não é um passeio aleatório. É tudo somente um avolumar de modificações muitas vezes provocadas por nós próprios! Assim, deixem lá de se queixar da miuda e passem a compreender a forma de ser dela e tentem evitar é modificações da sua forma de ser. Senão, olha, está lançado o caos na verdadeira ascenção da palavra!

Teoria do Caos II

Ora, o mais engraçado é observar como isto pode ser explicação para quase todos os nossos problemas e dilemas. Estejamos nós com problemas na nossa vida sentimental, problemas no trabalho, problemas a suportar a nossa própria pessoa, todo e qualquer problema segue um comportamento aleatorio e imprevisivel, para a nossa compreensão, porque não tivemos atenção às condiçoes iniciais e muito provavelmente modificamos as mesmas.
Vejamos um exemplo de uma relação. Um rapaz e uma rapariga conhecem-se, tornam-se amigos e mais tarde começam a namorar. O rapaz pensa: “Meu Deus, consegui!! Sou o tipo mais felizardo do mundo! Agora tudo vai correr bem!”. A rapariga pensa: “Acho que finalmente conheci um homem correcto e decente que me pode fazer feliz. Agora, espero bem que ele não faça X e Y e mais Z senão vamos ter problemas, que este cheira-me que pensa que manda no mundo!”
Entao, matematicamente, as regressões estao estabelecidas deste modo
Rapariga = feliz
Rapaz = feliz
Relação = estável

A condição original, ou seja, onde estão designadas as condições inicias é a primeira, ou seja, a da rapariga feliz (isto ainda poderá dar origem a mais um post, porque se as mulheres são a condição inicial, entao elas realmente vestem as calças!). Agora, passados 6 meses, o ponto de situaçao passa a ser o seguinte (note-se que estamos a tratar de uma modelo dinamico, logo retrata de forma perfeita a relaçao entre 2 pessoas). Rapaz: “Epah, ela já me anda a chatear um pouco com as suas manias. Mas eu já lhe mostro quem manda aqui!”. Rapariga (após o rapaz mostrar supostamente que manda no circo): “Olha-me este idiota! Deves pensar que estás a falar com um ser que ainda não desenvolveu os membros inferiores! Ainda está para nascer o homem que mandará em mim! Nem o meu pai sequer tem esse poder!!!”. O que matematicamente se passa a verificar é:

Rapariga = a ferver
Rapaz = todo convencido do seu poder
Relação = circo


Teoria do Caos I

Não será exagero afirmar vezes sem conta o facto de a economia ser uma ciencia maravilhosa que nos dá tamanhas liçoes para a vida, muito além do que podemos pensar, não fosse na sua essência um ramo da filosofia, e hoje em dia denominada de ciência social. Ora, eu como pessoa com os seus desvarios que roçam a insanidade, dei por mim a elaborar um esquema que quem sabe simplifique a maioria dos problemas de todos nós.
A teoria economica é conhecida pela sua face multi-facetada, ou seja, pede emprestado a outras ciências determinados termos, teorias, ideias e a partir disso, mediante um processo metafórico, elabora teorias económicas originais com ideias que não o são. Um exemplo disso é um novo ramo da economia chamado econofisica que utiliza ideias e teorias da fisica quântica. A mais conhecida, que irá servir para alimentar a minha insanidade durante uns minutos é a teoria do caos. De modo muito simplificado, utiliza uma miscelânea de teorias fisicas, como o átomo de Planck ou a teoria da relatividade de Einstein, para explicar fenómenos económicos como o comportamento dos mercados financeiros ou a construção e duraçao de ciclos economicos. Deste modo, num sentido matemático-económico, a teoria do caos parte do principio que qualquer modelo dinâmico, com um conjunto de multiplas regressões (logo, estruturadas por ramos), têm a sua evoluçao determinada pelas condições iniciais da série, ou seja, guia-se/passea-se de acordo com as condições iniciais, deste modo, uma modificaçao nas permissas iniciais leva a um estado caótico do modelo aquando da sua maturidade. O exemplo real desta teoria é transmitido pela ideia do efeito borboleta, ou seja, quando os EUA espirram, o Japao fica constipado, logo, como as condições observdas no Japao têm a sua origem nos EUA, uma mudança das mesmas leva ao pânico e a resultados exponencialmente mais dolorosos.

Porquê?

No inicio deste blog, creio ser de bom tôm ser eu próprio a perguntar o porquê desta criação. Ora bem, acredito que o facto de não ter nada para fazer pese decisivamente. Mas além disto, que não é pouco, creio que todos nós temos uma necessidade enorme de expressar e promover os nossos pensamentos e devaneios, por mais introvertidos que sejamos. Eu próprio nem coloco o meu nome no local pertencente ao membro/dono do blog, apesar de achar que as reticencias são um bom nome para se dar a um filho, porque nao gosto que as pessoas julguem de imediato o que escrevo por aquilo que sou (claro, as pessoas que me conhecem pessoalmente). Agora a necessidade de escrever é absoluta, de dizer o que penso, de dar a entender as minhas visões, mesmo que de uma prespectiva um tanto ou quanto excêntrica.Sinceramente, acho que me vou divertir escrevendo aqui..