sexta-feira, 26 de junho de 2009

Teoria do Caos II

Ora, o mais engraçado é observar como isto pode ser explicação para quase todos os nossos problemas e dilemas. Estejamos nós com problemas na nossa vida sentimental, problemas no trabalho, problemas a suportar a nossa própria pessoa, todo e qualquer problema segue um comportamento aleatorio e imprevisivel, para a nossa compreensão, porque não tivemos atenção às condiçoes iniciais e muito provavelmente modificamos as mesmas.
Vejamos um exemplo de uma relação. Um rapaz e uma rapariga conhecem-se, tornam-se amigos e mais tarde começam a namorar. O rapaz pensa: “Meu Deus, consegui!! Sou o tipo mais felizardo do mundo! Agora tudo vai correr bem!”. A rapariga pensa: “Acho que finalmente conheci um homem correcto e decente que me pode fazer feliz. Agora, espero bem que ele não faça X e Y e mais Z senão vamos ter problemas, que este cheira-me que pensa que manda no mundo!”
Entao, matematicamente, as regressões estao estabelecidas deste modo
Rapariga = feliz
Rapaz = feliz
Relação = estável

A condição original, ou seja, onde estão designadas as condições inicias é a primeira, ou seja, a da rapariga feliz (isto ainda poderá dar origem a mais um post, porque se as mulheres são a condição inicial, entao elas realmente vestem as calças!). Agora, passados 6 meses, o ponto de situaçao passa a ser o seguinte (note-se que estamos a tratar de uma modelo dinamico, logo retrata de forma perfeita a relaçao entre 2 pessoas). Rapaz: “Epah, ela já me anda a chatear um pouco com as suas manias. Mas eu já lhe mostro quem manda aqui!”. Rapariga (após o rapaz mostrar supostamente que manda no circo): “Olha-me este idiota! Deves pensar que estás a falar com um ser que ainda não desenvolveu os membros inferiores! Ainda está para nascer o homem que mandará em mim! Nem o meu pai sequer tem esse poder!!!”. O que matematicamente se passa a verificar é:

Rapariga = a ferver
Rapaz = todo convencido do seu poder
Relação = circo


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